
Resenha crítica sobre o artigo "Hanseníase na população juvenil e sua relação com a desigualdade social: revisão integrativa"
Apresentação:
Previamente já ditado em seu título, o artigo retrata a Hanseníase na população mais jovem do país, correlacionando a doença com a desigualdade social, que também é um dos grandes males sofridos pela sociedade. Retrata também sobre as políticas públicas que são má aplicadas para conter os locais mais suscetíveis para o aparecimento da doença, onde o Nordeste, Norte e Centro-Oeste se destacam com o número de casos.Estrutura:
O artigo está dividido em;
- Introdução
- Metodologia
- Resultados
- Discussão
- Conclusão
- Referências
(Conta também com um fluxograma dos artigos científicos selecionados para análise qualitativa da revisão integrativa).
Sobre o conteúdo:
O conteúdo apresenta informações não tão complexas sobre a doença em si, mas sim suas incidências em regiões do Brasil que são desfavorecidas socialmente, sejam elas em educação, moradia, saneamento básico e em famílias de baixa renda.
Análise crítica:
Exprimindo a Hanseníase em crianças de 6, até adolescentes de 15 anos, o artigo detalha a importância de prevenção e a relação em que a classe social interfere gradativamente no aparecimento de novos casos em regiões escassas de saneamento e de benefícios sociais básicos.
A simplicidade do artigo prende a atenção do leitor e mostra a realidade em que o país se encontra com a falta de medidas públicas, o que foi bem abordado do início ao fim relatando sobre a negligência da doença. As condições de vida estão relacionadas diretamente com o aparecimento de novos casos, e a elaboração de políticas públicas de promoção de saúde e prevenção de agravos para erradicar a doença é insuficiente em locais afastados da zona urbana. As pesquisas realizadas em que os dados foram extraídos, mostra que apesar da doença ser predominante em indivíduos adultos, ainda há incidência na infância, indicando a presença do foco de transmissão ativa no domicílio.
O fato da região Amazônica ser endêmica, mostrou que dos 499 casos notificados, 44 eram em menores de 15 anos. Um erro grave do Ministério da Saúde com a falta de informação e medidas públicas que deveriam ser tomadas, como por exemplo, o acompanhamento epidemiológico em menores de 15 anos para o controle da doença (algo essencial para a população mais jovem que vivem em condições extremas).
Podemos concluir que a abordagem do artigo levou em consideração todos os aspectos que uma sociedade sofre, e que a desigualdade social é um importante fator de contribuição para a proliferação da Hanseníase, e atualmente não há tantas medidas de controle para esse determinado público, a não ser um conjunto de medidas para melhoria da condição de moradia, alimentação, educação de qualidade, acesso ao serviço de saúde e condições para a inserção no mercado de trabalho.
Referências bibliográficas:
Scientia Amazonia. Hanseníase na população juvenil e sua relação com a desigualdade social: revisão integrativa (online)
Disponível na internet via: http://scientia-amazonia.org/wp-content/uploads/2016/10/v6-n1-117-124-2017.pdf
Arquivo capturado em 15/03/2017.
Jansem Negreiros Sousa - Acadêmico do curso de Enfermagem da Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
Scientia Amazonia. Hanseníase na população juvenil e sua relação com a desigualdade social: revisão integrativa (online)
Disponível na internet via: http://scientia-amazonia.org/wp-content/uploads/2016/10/v6-n1-117-124-2017.pdf
Arquivo capturado em 15/03/2017.
Jansem Negreiros Sousa - Acadêmico do curso de Enfermagem da Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza (FAMETRO).
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